sábado, 16 de novembro de 2013

Refrigerante: O mais popular suplemento alimentar do Século XXI

"Se você não está consumindo uma grande quantidade de carboidratos, não está levando sua saúde a sério"
Dr Gomes

Recomendo a meus clientes para que consumam uma grande quantidade de carboidratos. Porém alguns por estarem abaixo do peso e por terem uma alta demanda energética por carboidratos talvez seja necessário algumas adaptações.

Lembre-se: não existe gordura saturada essencial, mas sim nutrientes essenciais, e obviamente calorias essenciais! Consegue imaginar manter um aporte calórico de 5000 calorias diárias só com alimentos integrais? Teria que comer durante o dia todo. Ou seja, impossível para alguém da nossa sociedade. Temos que optar pelo o que é conveniente!

Você já viu uma criança se contentar comendo basicamente manteiga ou nata? 
Como você acha que elas ganham peso tão rápido ? Ou você realmente acha que  ganham peso por comerem batatas, arroz, ou carne ?

Se você está em fase de crescimento, ou pratica musculação ou outro esporte você precisa colocar a insulina para funcionar, caso contrário estará perdendo seu tempo e possivelmente músculos. Sem picos de insulina = sem hipertrofia = sem crescimento muscular. Ou seja mais carbos = mais energia para treinar = mais você irá crescer e desenvolver músculos.

Por que você acha que nas festas de aniversário se consome bolos, brigadeiros e refrigerantes ricos em açúcar, farinha refinada e carbos? Seria uma forma de reconhecimento desses alimentos hipercalóricos serem evolutivamente falando excelentes fontes de energia ? Ou seja, grok jamais faria desfeita numa festinha dessas.

Alguns benefícios do refrigerante são: gás carbônico, cafeína e sacarose (energia pura). Além de conter 85 calorias por 200ml, ou seja, 850 calorias em uma garrafa de 2 litros saindo em média por R$4,00. É um bom investimento e uma delícia refrescante! Você consegue imaginar como fica mais fácil mandar calorias para dentro consumindo um pouco de refrigerante todo dia ?

Refrigerantes contém calorias vazias, portanto você não perderá a fome para comer alimentos nutritivos, nem ficará empanturrado como ao se comer quilos de comida natureba. (que provavelmente iria te deixar sem fome passando mal pelo resto do dia). Ou seja, tomar refrigerantes irá te forçar a comer mais, e a manter um maior aporte de calorias.

Portanto refrigerantes fazem parte da Sustância Diet, e de um estilo de vida rico em energia. Porém se você precisa perder peso é melhor evitar e optar por carboidratos mais integrais.

E você? Já tomou sua coca hoje ?


sábado, 9 de novembro de 2013

Dietas baixas em carboidratos e Longevidade

Muito se fala a respeito de longevidade quando se fala sobre dietas ideológicas, e com a dieta baixa em carboidratos não é diferente. Neste post irei desbancar o mito de que pessoas que levam dieta low carb são saudáveis.

Dr Atkins, considerado como o criador da moda low carb, morreu aos 72 anos, obeso com 116kg, após ter sofrido um ataque cardíaco, além de estar com insuficiência cardíaca e hipertensão [1].





Loren Cordain, criador da dieta Paleo, antes magro, hoje acima do peso


Dr Lustig - Afirma que açúcar é o vilão da obesidade e que dietas baixas em carboidratos são a solução



Povos Esquimós: Envelhecimento precoce, alto nível de osteoporose, baixa expectativa de vida.






Não necessariamente algum membro da seita low carb irá ficar obeso por consumir mais calorias do que se precisa, mas por ocorrer episódios de compulsão alimentar constantes por deficiência de nutrientes, como também pela desregulamento da tireóide e por matar o metabolismo por excesso de restrição alimentar e longos períodos sem consumir comida.


No entanto, Jeanne Calment, uma francesa considerada como a pessoa mais longeva do mundo, viveu até 122 anos. Ela comia 1 kg de chocolate por semana e fumou até os 119 anos. Seu segredo: não pirar em dietas ideológicas e viver sua vida sem encanar com livros dietistas e dogmas alimentares.




E você? Está pronto para viver a vida em sua plenitude e curti-la sem restrições desnecessárias e maléficas ?


Referências:

[1] http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI42663-9531,00-DR+ATKINS+ERA+OBESO+E+SOFRIA+PROBLEMAS+CARDIACOS+DIZ+LEGISTA.html

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Amido controla a insulina


  "Dietas ricas em cereais fibrosos e tubérculos tendem em resultar em uma melhora da glicose sanguínea"
p. 281
Burkitt, Denis, Hugh Trowell, and Kenneth Heaton.  Dietary Fibre, Fibre-Depleted Foods and Disease.  Academic Press:  London, 1985.

É uma crença comum que amido ou qualquer tipo de carboidrato - particularmente amidos de alto índice glicêmico como batatas, causam picos de insulina. No círculo lowcarb você sempre ouve falar que a ingestão de carboidratos aumenta a glicose, que por sua vez aumenta a insulina. Insulina aumenta o acúmulo de gordura, logo carboidratos te deixam gordo e são a causa da epidemia de obesidade.

Simplificações grotescas que a mente humana pode facilmente compreender são sempre populares independente do que a simplificação pretende explicar. No esfera da saúde, elas são prevalecentes. O mito que carboidratos = insulina = gordura corporal é um dos maiores mitos e mais facilmente refutáveis. Junto com o mito do gordura saturada = colesterol = artérias entupidas = ataque cardíaco que parece simples e facilmente fácil de seguir, faz sentido para aqueles que não estudam e é algo completamente doente e uma total deturpação da etiologia das doenças cardíacas.

O que poucos sabem - ou sabem e preferem ignorar - é que proteína e laticínios também causam um pico de insulina!

Como sempre, depende do contexto. Na dieta da sustância (sustância diet), entre outras coisas, ela é capaz de restaurar a sensibilidade à insulina (que em todo caso que estou ciente - tem mostrado que há um controle da glicose do sangue após comer), eu não digo "coma amido e você vai viver feliz para sempre", ao invés, digo algo como "Coma bastante comida, não se sobrecarregue fisicamente ou mentalmente, durma bastante, pegue sol, evite estresse, evite óleo de grãos, coma quantidade suficiente mas não excessiva de proteína de qualidade, e coma bastantes amidos em cada refeição".

Isso geralmente diminui a atividade do sistema nervoso simpático, aumenta a atividade da tireoide, melhora o armazenamento de glicogênio, e começa a jogar glicose da comida ingerida nas células musculares onde ocorre o crescimento muscular e a geração de calor e energia.
Isso reduz a resistência a insulina. Se você tem um alto índice de insulina em jejum, então seus níveis irão cair drasticamente na sustância diet.

Se você ainda está sob a influência do dogma lowcarb e acredita que comer carboidratos irá aumentar seus níveis de insulina, saia dessa. No contexto certo, carboidratos são seu melhor amigo metabólico, e o que passa como ciência e fisiologia no meio lowcarb é um total conto de fadas.

domingo, 27 de outubro de 2013

Como montar uma seita dietista ideológica


Primeiro lugar deve existir um grande líder 'guru' renomado, de preferência este deve ser um médico de qualquer especialidade, mesmo não tendo nada a ver com nutrição (urologista por exemplo), na falta do diploma em medicina pode ser quiroprata, naturopata, ou mesmo psicólogo, jornalista e programador de informática.
Este deve escrever um blog, livro, e claro, vender consultorias.

A dieta deve restringir determinados grupos de alimentos, e estes devem ser rechaçados como sendo o vilão de todos os problemas de saúde da humanidade.

Diga que existe uma grande conspiração das indústrias farmacêuticas e alimentícias contra a sua dieta, afinal eles não querem deixar de lucrar com seus produtos que não valem nada, e acabam obrigando as pessoas a viverem doentes.


Culpe a pirâmide alimentar por causar todas as crises de saúde e obesidade. Sua dieta é a única que funciona, e é a única que é comprovada cientificamente que dá certo, as outras são todas compradas por lobbies e estudos científicos fraudulentos.

Afirme que os alimentos que você restringiu são tóxicos e as pessoas são altamente viciadas neles, igual são viciadas em drogas pesadas. Busque um grupo de apoio, e aguente firme pois a fase inicial é apenas desintoxicação dos seus hábitos antigos inadequados, qualquer sintoma de mal estar eventual é sintoma de desintoxicação. Caso tenha desejos fortes por comer outras coisas é porque você não está ingerindo comida suficiente do único grupo alimentar permitido na dieta. E caso alguém abandone a dieta, não foi porque ela não funcionou, mas sim porque você foi feita errado.

Faça seminários, workshops, venda camisetas e diga que é a única dieta que cada vez tem mais adeptos. Ignore que 90% das pessoas ou estão com problemas seguindo a dieta ou são iniciantes.

E você? Já criou sua seita dietista ideológica?

"Ideologia, eu quero uma pra viver"
Cazuza

domingo, 13 de outubro de 2013

Mark Sisson - Prova viva que a dieta Paleo funciona, ou prova que a dieta Paleo é uma ilusão?


Mark Sisson o guru da dieta Primal usa hormônio de crescimento ?

Tenho recebido esta pergunta de diversos leitores, pois dizem reparar que ao longo de vários anos o corpo do Mark Sisson tem mudado drasticamente , uma hora parece ter um corpo de um maratonista, e outra de um fisiculturista.
Não se sabe ao certo, entretanto neste artigo ele diz usar testosterona 'terapeuticamente':

Muitos acreditam que ao seguir uma dieta paleo irão ficar com o corpo parecido com o do Mark Sisson, mas será que a dieta paleo influenciou de alguma forma o corpo dele? Ou será que ele conseguiu resultados mais significativos com uso de substâncias ilegais ?




Sabemos que ele consome e vende diversos suplementos 'paleolíticos', inclusive de proteína em pó. Afinal, ninguém consegue consumir proteínas suficiente em uma dieta com tanta gordura como a primal.

Se você deseja aumentar o nível de testosterona naturalmente, nada melhor que não restringir nenhum macronutriente na dieta. Estudos cientificos comprovam que a Sustância Diet é capaz de aumentar o testosterona rapidamente.

Conheça Dr Jeffrey Life, 74 anos. Ele não segue nenhuma dieta especial. Mas  passou a usar testosterona 'terapeuticamente'. Qualquer semelhança com Mark Sisson não é coincidência.


 Depois/Antes uso de Testosterona


A falsa ideia de que comer gordura animal deliberadamente e restringir carboidratos irá fazer a pessoa emagrecer indefinidamente é uma ilusão.
 

E você o que acha? Dieta Paleo deu bons resultados à ele ou foram os mais de 30 anos de exercícios físicos e uso de testosterona e possivelmente outras substâncias ilegais ?

Você tem saúde superior ou um caso de Ortorexia ?

Alguns dietistas acreditam que a perda da habilidade de digerir certos alimentos significa um progresso para uma saúde superior. Mas será isso verdade ? Ou será que simplesmente sua dieta restritiva está tornando seu sistema digestivo fraco por desuso ?

Membros da seita lowcarb identificam qualquer alimento que eles não conseguem digerir bem, automaticamente como "não saudável", mesmo alimentos saudáveis que contenham amido ou frutose. Esta mentalidade de pureza dietista é saudável? Ou é apenas Ortorexia ?

A ideia que sua inabilidade de digerir praticamente qualquer coisa é um sinal de pureza e saúde superior, é uma ilusão.



 Ortorexia é um transtorno alimentar em que a pessoa tem fixação por alimentação saudável e gasta horas do dia pensando no assunto, de modo que acaba tendo problemas por preocupações excessivas.

A única vantagem em se fazer uma dieta restritiva é ficar um curto período sem consumir alimentos comumente alergênicos como produtos com lactose, glúten e soja e portanto se a pessoa tinha algum problema anterior não diagnosticado passa a realmente se sentir melhor. No entanto, não é necessária mudança drástica para que tal solução aconteça.

Adeptos da dieta da Sustância (Sustância Diet) são capazes de comer todos os alimentos de todos os grupos alimentares sem ter grandes reações no corpo, portanto que a pessoa não tenha alergia ou intolerância a determinado alimento. Você ficará surpreso em poder comer sem problemas macarrão, arroz, feijão, pão branco, e outras delícias que tinha problemas de comer enquanto restringia sua dieta desnecessariamente. No entanto leva um certo tempo para reconstruir a força digestiva do corpo enfraquecido e em um estado frágil graças a dieta restritiva.

Não conseguir digerir nada além de manteiga, nata, queijo coalho e bacon não irá te tornar um ser com saúde superior, muito pelo contrário. Isso faz tudo parte do ego e arrogância rodeada neste estilo de vida, e a determinação para se ver como superior e especial.

sábado, 12 de outubro de 2013

Dietas Pobres em Carboidratos

Hoje deixo vocês com um excelente artigo do site Quackwatch.

"
Dietas Pobres em Carboidratos

Stephen Barrett, M.D.

Muitos dos que divulgam esquemas dietéticos tentam nos fazer acreditar que uma substância especial ou uma combinação de alimentos automaticamente resultará em redução de peso. Isso simplesmente não é verdade. Para perder peso, você deve comer menos, ou exercitar-se mais, ou ambos.
Há cerca de 3500 calorias em cerca de 455 g (1 libra) de peso corporal. Para perder uma libra por semana, você deve consumir cerca de 500 calorias a menos por dia daquilo que você metaboliza. A maioria das dietas da moda, se seguidas de maneira precisa, resultarão em perda de peso -- como um resultado da restrição calórica. Mas elas são invariavelmente monótonas demais e algumas vezes são perigosas demais para uso a longo prazo. Além disso, as pessoas que seguem essas dietas se não adotarem melhores hábitos alimentares e de exercícios recuperarão o peso perdido -- e possivelmente mais.
A maneira mais drástica de reduzir a ingestão calórica é parar completamente de comer. Após alguns dias, as gorduras e proteínas do corpo são metabolizadas para produzir energia. As gorduras são quebradas em ácidos graxos que podem ser usados como combustível. Na ausência de carboidratos adequados, os ácidos graxos podem ser metabolizados de maneira incompleta, produzindo corpos cetônicos e por conseguinte cetose. O jejum prolongado não é uma medida segura, porque faz com que o corpo comece a digerir as proteínas dos músculos, coração e outros órgãos internos.
Dietas pobres em carboidratos também produzem cetose. Assim que se inicia, grandes quantidades de água serão perdidas, levando a pessoa a pensar que está acontecendo uma redução significativa de peso. Entretanto, a maior parte da perda é de água ao invés de gordura, a perda de água é recuperada rapidamente quando a pessoa volta a comer normalmente. O apetite, freqüentemente reduzido durante a cetose, também retorna quando uma dieta balanceada é retomada.
A maioria das dietas pobres em carboidratos não tentam limitar a ingestão de proteínas, gorduras ou calorias totais. (Em outras palavras, seu teor de gordura tende a ser muito alto.) Os promotores desses métodos alegam que ao desequilibrar a dieta faz com que aumente o metabolismo de gorduras não desejadas mesmo não havendo restrição de calorias. Isso não é verdade, mas é provável que ocorra redução de calorias ingeridas  porque a monotonia da dieta tende a desencorajar excessos na alimentação.
A dieta pobre em carboidratos mais amplamente utilizada é a dieta defendida pelo falecido Robert C. Atkins, M.D., de Nova York. Seu livro de 1972 "A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins" vendeu milhões de cópias nos dois primeiros anos. Sua atualização de 1992, "A Nova Dieta Revolucionária do Dr. Atkins", vendeu ainda mais. O plano atual tem quatro passos: um período de "indução" de 2 semanas, durante o qual o objetivo é reduzir a ingestão de carboidratos para menos de 20 gramas por dia, e três períodos durante os quais a ingestão de carboidratos é progressivamente elevada porém mantida abaixo do que Atkins chamava de "seu nível crítico de carboidratos" para perder ou manter peso [1]. É permitido a pessoa que está fazendo a dieta comer quantidades ilimitadas de alimentos que não sejam carboidratos "quando com fome", mas a cetose tende a reprimir o apetite. O plano pede para que se cheque os corpos cetônicos da urina para assegurar que o nível desejado de cetose seja atingido. Atkins também recomendava grandes quantidades de suplementos alimentares.
O Conselho de Alimentos e Nutrição da Associação Médica Americana (AMA) [2], Consumer Reports [3], e muitos especialistas têm advertido que a ingestão ilimitada de gorduras saturadas proposta pelo plano alimentar de Atkins pode aumentar o risco de doença cardíaca na pessoa que está seguindo a dieta. No 2000, especialistas da Universidade do Kentucky fizeram uma análise computadorizada de uma determinada quantidade de menus de uma semana e relataram:
  • A dieta contém 59% de gordura. 
  • A dieta propicia menos porções de grãos, vegetais, e frutas do que o recomendado pelas Diretrizes Alimentares dos EUA
  • Embora a dieta possa resultar em perda de peso a curto prazo, é provável que o uso a longo prazo aumente o risco tanto de doença cardiovascular como de câncer [4].
Outro estudo recente foi realizado por pesquisadores do Bassett Research Institute em Cooperstown, New York, que acompanhou 18 seguidores da dieta de Atkins por um mês. Durante o período de indução de duas semanas, as pessoas consumiram 1.419 calorias por dia, comparado com as 2.481 calorias por dia antes de começarem a dieta, e perderam em média cerca de 3,6 Kg. Na próxima fase, elas consumiram em média 1.500 calorias por dia e perderam um adicional de 1,3 Kg em duas semanas. As pessoas em ambas as fases cortaram os carboidratos em mais de 90%, mas as quantidades reais de gordura e proteína que elas comeram mudou pouco. Alguns pacientes se sentiram cansados, e alguns estavam nauseados devido a dieta. A maioria indicou que estava ávida para voltar as suas dietas regulares [5].
Outro estudo descobriu que (a) 41 pessoas acima do peso que seguiram a dieta de Atkins por seis meses perderam em média 10% de seu peso corporal inicial; (b) a maioria diminuiu seu nível sangüíneo de colesterol em 5%; (c) alguns aumentaram seu nível de colesterol; e (d) 20 sujeitos que continuaram o programa mantiveram sua perda de peso ao final de um ano [6].
Já em outro estudo, pesquisadores que compilam o National Weight Control Registry analisaram as dietas de 2.681 membros que tinham mantido no mínimo uma perda de peso de 13,6 Kg por um ano ou mais. Como a dieta de Atkins tem sido utilizada por mais de 30 anos, os pesquisadores raciocinaram que, se ela funcionasse, seus seguidores deveriam estar em um número significativo. Entretanto, eles descobriram que menos de 1% dessas pessoas de sucesso tinham seguido uma dieta com menos de 24% ou menos de suas calorias diárias na forma de carboidratos. A duração média de manutenção de peso bem-sucedido nesse grupo pobre em carboidratos foi de 19 meses, ao passo que a duração média de pessoas que consumiram mais de 24% de suas calorias diárias como carboidratos foi de 36 meses. Devido ao fato de que tão poucos seguidores de Atkins foram encontrados no Registro, os pesquisadores concluíram que a dieta de Atkins pode não criar a favorável "vantagem metabólica" que se alega ter [7].
O comitê de nutrição da American Heart Association publicou um alerta científico de que dietas ricas em proteínas não foram comprovadas como eficazes e apresentam riscos à saúde. O relatório cobre as dietas de Atkins, Zone, Protein Power, Sugar Busters e Stillman. O comitê declarou:
  • Tais dietas podem produzir perda de peso a curto prazo através de desidratação. 
  • Perda de peso também pode ocorrer através da restrição calórica resultante do fato de que as dietas são relativamente intragáveis.
  • O alto teor de gordura pode ser prejudicial ao sistema cardiovascular ao longo do tempo.
  • Qualquer melhora nos níveis de colesterol sangüíneo e controle da insulina seria devido a perda de peso, e não à mudança na composição. 
  • Uma dieta de alto teor de proteínas é especialmente perigosa para pacientes com diabetes porque pode acelerar a progressão da doença renal diabética [8].
Em 1999 Atkins formou uma fundação para fornecer "fundos para pesquisa e educação sobre o papel de protocolos nutricionais de controle de carboidratos no tratamento e prevenção de uma grande variedade de doenças". [9] Em 2002, um estudo de 6 meses financiado por Atkins descobriu que seguidores da dieta de Atkins perderam mais peso do que pessoas comparáveis com uma dieta rica em carboidratos e melhoraram seus níveis de colesterol e triglicerídeos sangüíneos [10]. Entretanto, a taxa de abandono da dieta foi muito maior no grupo pobre em carboidratos e a melhora nos níveis de lipídios não significa necessariamente que a dieta teria uma efeito cardioprotetor a longo prazo [11]. Em resposta a publicação do estudo, a American Heart Association (AHA) advertiu:
  • Uma alta ingestão de gorduras saturadas com o passar do tempo levanta grandes preocupações quanto ao aumento de risco cardiovascular. O estudo não acompanhou os participantes tempo suficiente para avaliar isso. 
  • Na verdade o estudo não comparou a dieta de Atkins com as recomendações dietéticas atuais da AHA [12].
Em 2003, especialistas que avaliaram trabalhos indexados desde 1966 no MEDLINE descobriram que perda de peso esteve associado com uma dieta de maior duração e restrição calórica mas não com redução no conteúdo de carboidratos. Os pesquisadores concluíram:
Há evidência insuficiente para fazer recomendações a favor ou contra o uso de dietas pobres em carboidratos, particularmente entre participantes com mais de 50 anos de idade, para deita com tempo superior a 90 dias, ou  para dietas de 20 g/dia ou menos de carboidratos. Entre os estudos publicados, participantes que perderam peso enquanto faziam dietas pobres em carboidratos esteve principalmente associado com diminuição da ingestão calórica e aumento da duração da dieta mas não com a redução do conteúdo de carboidratos [13].
Atkins morreu em abril de 2003 por complicações de um traumatismo craniano [9].

Concluindo

Embora estudos de curto prazo tenham descoberto que dietas pobres em carboidratos possam produzir perda de peso, nenhum estudo demonstrou que tais dietas sejam seguras ou eficazes para uso a longo prazo [11-15]. Atkins defendeu sua dieta por mais de 30 anos e declarou que mais de 60.000 pacientes tratados no seu centro usaram a dieta como protocolo primário. Entretanto, ele nunca publicou qualquer estudo no qual pessoas que usaram seu programa fossem monitoradas por um período de vários anos. A obtenção de informações pode ser feita de maneira bastante simples e barata enviando pelo correio um questionário e tabulando os resultados. Por que você acha que ele nunca fez isso?

Referências

  1. Four steps to a healthy new lifestyle. Atkins Center Web site, accessed April 29, 2001.
  2. White PL. A critique of low-carbohydrate ketogenic weight reduction regimens: A review of Dr. Atkins' diet revolution. JAMA 224:1415-1419, 1973.
  3. Top-selling diets: Lots of gimmicks, little solid advice. Consumer Reports 63:60-61, 1998.
  4. Anderson JW and others. Health advantages and disadvantages of weight-reducing diets: a computer analysis and critical review. Journal of the American College of Nutrition 19:578-590, 2000.
  5. Miller BV and others. Effects of a low carbohydrate, high protein diet on renal function. Obesity Research 8(supplement 1):82S, 2000.
  6. Hellmich N. Success of Atkins diet is in the calories. USA Today, Nov 8, 2000.
  7. Wyatt HR and others. Long term weight loss and very low carbohydrate diets in the National Weight Control Registry. Obesity Research 8(suppl 1):87S., 2000.
  8. St. Joer TS and others. Dietary protein and weight reduction. Circulation 104:1869-1974, 2001.
  9. Robert C. Atkins, M.D., world-famous nutrition expert and best-selling author dies at 72. Atkins Center news release, April 17, 2003.
  10. Westman EC and others. Effect of 6-month adherence to a very low carbohydrate diet program. American Journal Medicine 113:30-36, 2002.
  11. Fumento M. Hold the lard: The Atkins diet still doesn't work.
  12. American Heart Association statement on high-protein, low-carbohydrate diet study presented at scientific sessions. American Heart Association press release, Nov 19, 2002.
  13. Bravata DM and others. Efficacy and safety of low-carbohydrate diets: A systematic review. JAMA 289:1837-1850, 2003.
  14. Blackburn GL. Making good decisions about diet. Weight loss is not weight maintenance. Cleveland Clinic Journal of Medicine 69:864-866, 2002.
  15. Westman EC, Volek JS. Very-low-carbohydrate weight-loss diets revisited. Cleveland Clinic Journal of Medicine 69:849-862, 2002.
"
 URL:
http://quackwatch.haaan.com/lcd.html